O que aconteceu
A Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) alertou, a 21 de outubro de 2026, para a circulação de mensagens SMS fraudulentas que recorrem indevidamente ao nome da Chave Móvel Digital (CMD). Segundo a agência, estas mensagens «podem apresentar-se como comunicações legítimas relacionadas com a Chave Móvel Digital, procurando transmitir confiança aos destinatários e levá-los a seguir instruções ou a aceder a ligações incluídas no texto».
É importante sublinhar: não há qualquer indicação de que a Chave Móvel Digital, enquanto serviço, tenha sido comprometida. O que está a acontecer é o uso abusivo do nome do serviço como isco para burlas. A ARTE adianta que as autoridades nacionais de cibersegurança estão a acompanhar a situação e a adotar as medidas necessárias.
O que a ARTE e o gov.pt nunca pedem
A ARTE é clara: nunca pede, por SMS, correio eletrónico ou chamada telefónica, dados pessoais ou dados relativos a contas bancárias. O portal gov.pt reforça a mesma regra: nunca deve fornecer dados de acesso — PIN, códigos de autorização, palavras-passe ou códigos de segurança recebidos por SMS ou na aplicação Autenticação.gov — através de chamadas, mensagens ou páginas que não estejam claramente identificadas com um domínio oficial.
O gov.pt confirma ainda que as mensagens fraudulentas podem usar remetentes semelhantes ou, em alguns casos, iguais aos usados pela ARTE, como «CMD». Ver o nome «CMD» como remetente de uma SMS não é, por si só, garantia de que a mensagem é verdadeira.
Como verificar se uma página é oficial
A única verificação fiável é o endereço exato na barra do navegador. As páginas oficiais destes serviços estão em gov.pt ou autenticacao.gov.pt — o endereço tem de ser exatamente esse, ou um subdomínio genuíno desses domínios (por exemplo, algo.autenticacao.gov.pt).
Atenção ao truque mais comum: um endereço que apenas contenha «gov.pt» algures no texto não é oficial. Burlões usam endereços como gov.pt.exemplo-falso.com ou autoridadetributariagov.com, que parecem oficiais mas pertencem a outros domínios. Em caso de dúvida, não use o link recebido: escreva o endereço oficial diretamente na barra do navegador ou use um marcador que tenha guardado anteriormente.
Quem é afetado
Qualquer pessoa em Portugal pode receber estas mensagens, em particular quem usa a Chave Móvel Digital para aceder a serviços públicos. O alerta não indica que um grupo específico esteja a ser visado.
O que está confirmado
A Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) alertou, a 21 de outubro de 2026, para a circulação de SMS fraudulentas que usam indevidamente o nome da Chave Móvel Digital (CMD), procurando transmitir confiança e levar os destinatários a seguir instruções ou a aceder a ligações incluídas no texto. A ARTE sublinha que nunca pede, por SMS, e-mail ou chamada telefónica, dados pessoais ou dados de contas bancárias, e que as autoridades nacionais de cibersegurança estão a acompanhar a situação. O portal gov.pt confirma que estas mensagens podem usar remetentes semelhantes ou até iguais aos usados pela ARTE, como «CMD». Não há qualquer indicação de que a Chave Móvel Digital, enquanto serviço, tenha sido comprometida.
O que ainda é incerto
A ARTE não divulgou a origem das mensagens, quantas pessoas as receberam, nem se há vítimas confirmadas com dados ou dinheiro roubados.
O que fazer agora
- Ignore a mensagem: não responda, não carregue em ligações e não faça qualquer pagamento sem confirmar primeiro a legitimidade do pedido.
- Quando precisar de aceder a um serviço público, abra diretamente o endereço oficial que já conhece — gov.pt ou autenticacao.gov.pt — escrevendo-o na barra do navegador ou usando um marcador guardado. Confirme o endereço exato: um link que apenas contenha «gov.pt» algures no texto (por exemplo, algo como gov.pt.outro-dominio.com) não é uma página oficial.
- Se apenas carregou num link mas não introduziu qualquer dado, feche a página e apague a mensagem.
- Se forneceu palavras-passe ou códigos de autenticação numa página suspeita, mude de imediato as palavras-passe afetadas e contacte a Linha Cidadão da ARTE (210 489 010 ou 300 003 990, entre as 09:00 e as 18:00).
- Se forneceu dados bancários, contacte de imediato o seu banco e apresente queixa às autoridades.

